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Bem vindos queridos amigos e leitores! não reparem muito pois o Blog é novo e agora que me adentrei neste mundo tão virtual quanto a nossa propria realidade.
Criei este Blog amador com finalidade e objetivo de discutir principalmente o Jornalismo nosso de cada dia, todos os percausos e maravilhas desta profissão tão apaixonante.
Mas não se impressionem se forem abordados temas que fogem um pouco o tema Jornalismo.
No mais sejam bem vindos e lembrem-se:

"Se você é capaz de sonhar, é capaz de fazer."

Uma ótima leitura!
Até mais!

Josimar Melo


quinta-feira, 8 de abril de 2010

ASSESSOR E JORNALISTA: “UMA DELICADA RELAÇÃO”

O mercado da comunicação abrange um leque variado de profissões, a figura do jornalista atuando somente como repórter ou apresentador de telejornais figura somente como umas das ramificações dos comunicólogos. As empresas adotam cada vez mais em seus quadros, profissionais especializados na área comunicacional como estrategistas e administradores da imagem e do conteúdo a ser repassado a sociedade sobre as atividades e ramo de atuação das empresas.

O denominado “Assessor de Comunicação” para desempenhar sua função de maneira mais precisa, necessita primordialmente da formação e dos conhecimentos adquiridos no ambiente acadêmico. Os comunicólogos habilitados em jornalismo ou relações públicas obtêm em suas graduações ensinamentos adequados para tratarem e planejarem as práticas de comunicação dentro das empresas, buscando assim o desenvolvimento institucional. Direcionando este artigo a atuação do jornalista como assessor de comunicação, o mesmo atua como repórter, profissional de marketing e administrador em seu ambiente de trabalho. A atuação de repórter abrange a produção e arte de transformar acontecimentos institucionais em fatos noticiosos a serem divulgados nos veículos de comunicação. Como profissional de marketing o assessor trabalha na análise das campanhas internas e externas visando atingir de maneira positiva seu público alvo. E como administrador e gestor o comunicólogo planeja e observa o cenário em que se encontra a instituição com foco direcionado no desenvolvimento e crescimento institucional.

O compromisso de relatar e divulgar a verdade dos fatos firma a base da comunicação e do jornalismo, e o repasse dessas informações de maneira profissional e ética fideliza a empresa e o assessor de comunicação, perante o público e aos demais profissionais na grande mídia.

O preconceito dos jornalistas em relação a atividade de assessoria de comunicação inicia-se com o primeiro assessor de comunicação, o jornalista Ivy Lee. Deixando de atuar como jornalista de redação, Ivy Lee, fundou o que seria o primeiro escritório de relações públicas e passou se dedicar a cuidar da imagem do milionário Jonh Rockfeller. Assim como Ivy Lee em sua nova carreira, os assessores de comunicação atuais são vistos somente como divulgadores de mensagens positivos acerca da empresa em que trabalham. Muitos repórteres não consideram assessores de comunicação como jornalistas, pois acham que os assessores limitam o trabalho dos repórteres na cobertura do que seria verídico e de utilidade a opinião pública, mas o pré-conceito não pode ser fundamentado no desconhecimento do que é noticia. Segundo Gil, (2001, p.73), a análise do processo de comunicação "deixa claro que a comunicação vai além do simples ato de informar. Requer sintonia com o interlocutor e também o esclarecimento por parte deste acerca dos efeitos produzidos pela mensagem" assim o assessor deve estar ciente dos efeitos a serem produzidos pela informação, matéria, nota ou reportagem repassada à grande imprensa.

A atuação do comunicador no setor de assessoria de comunicação não o descredencia como jornalista, mas o prepara na qualidade de administrador e gestor de comunicação. Os assessores mantêm contato direto com os diretores e presidentes da instituição principalmente para estar ciente das decisões e planejar como essas informações irão chegar ao público. Por questões culturais os administradores possuem certo medo de falar com a imprensa, essa situação transforma o assessor em fonte, por costume e conhecimento sobre trabalho de construção da mídia.

Relato Pessoal

Ainda como estagiário presenciei situações que o assessor de comunicação enfrenta diariamente, saber lidar com os egos de seus assessorados é um desafio a ser trabalhado a médio e longo prazo. Em uma reportagem solicitada por uma emissora de TV local foi pedido se teríamos uma pauta sobre alimentação saudável, como um dos pilares da instituição que trabalho envolve saúde e estava sendo realizado um curso de aproveitamento integral de alimentos, pensei nesta ocasião como uma ótima oportunidade para divulgar de foram positiva o conteúdo e as ações da instituição.

No decorrer da matéria repórter fez todas as entrevistas de maneira bem simples, mas de primordial importância para a matéria, quando uma das diretoras da empresa me indagou sobre a importância dela aparecer na reportagem. Seguindo todas as orientações expliquei que no momento o teor da matéria estava focada no conteúdo e não na figura de uma pessoa em si, e que sua exposição deixaria subentendido que seria uma publicidade e não um trabalho jornalístico, mas insistente a diretora queria aparecer e a repórter foi bem clara que a exposição de um diretor não era de interesse no momento. Como cita Luciano Milhomem, (2003, p. 317) que o fato de obter o cargo de diretor de uma grande instituição não o credencia como notícia nem o fará ser um entrevistado de páginas amarelas.

Este exercício diário de tratamento com o assessorado e o jornalista exige inclusive conhecimento de psicologia, pois o assessor e contratado em um primeiro momento sobre a responsabilidade de divulgar e fazer com que seu contratante apareça na mídia. O trabalho de veiculação na imprensa deve ser esclarecido logo em um primeiro momento aos diretores e presidentes institucionais pois primordialmente o conteúdo e as atividades da empresa geram matérias e informes ao público e transformar e convencer os veículos de comunicação que aquele fato institucional é noticioso é tarefa do assessor.

Por muitas vezes ocorre do assessor ser a fonte de informações sobre temas relacionados a instituição que trabalha sem necessariamente a imagem da empresa aparecer. Como assessor de comunicação de instituições educacional fui consultado para encaminhar informações a veículos de mídia impressa que não possuem jornalistas com domínio em assuntos pedagógicos. Com tema relacionado a importância da escola no relacionamento de namoro entre alunos foi me dado um prazo de envio de informações até o fechamento do caderno D+, do jornal O Imparcial, ao invés de somente reenviar as informações transformei em matéria jornalista ao editor sendo assim publicada na integra no periódico.

Os conhecimentos da produção e da reportagem e da linguagem jornalística foram o primeiro passo da parceria que em momentos posteriores foram solicitados novamente. Daí a importância de um bom relacionamento com os profissionais da imprensa. O relacionamento entre o assessor de comunicação e os jornalistas abrange dois lados de uma mesma situação. O interesse do assessor está centrado na divulgação da imagem positiva de seu cliente e o jornalista necessita do rápido fluxo de informação para fechar (Dead Line) em tempo hábil seu material. Assim como declara Graça Caldas (2003, p. 310) os jornalistas esperam que o assessor apresente soluções para os problemas apresentados, e que aja como um facilitador, interlocutor e mediador nas relações com a instituição e as fontes.

As assessorias devem estar sempre dispostas a atender as solicitações da mídia, pois o resultado final transparece a construção de um trabalho que se inicia com perspectivas centradas em resultados favoráveis tanto para o assessorado quanto para a imprensa.

ASSESSOR E JORNALISTA: “UMA DELICADA RELAÇÃO”

RESUMO

Este artigo discute a importância do trabalho do assessor de comunicação como organizador e interlocutor das informações institucionais entre a empresa e a mídia, ressaltando a visão do comunicólogo como produtor e administrador do conteúdo empresarial a ser divulgado na grande mídia. Em dois relatos pessoais são retratados o cotidiano do assessor de comunicação no desempenho de suas tarefas como orientador de seus clientes em reportagens telemídiaticas e atendimento a mídia impresa. E por fim é discutido o relacionamento entre os assessores e os jornalistas no desempenho de suas funções profissionais.

Palavras – Chave: assessor de comunicação – instituição – mídia.

REFERÊNCIAS

DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e técnica. Brasília: Atlas, 2003.

GIL, Antônio Carlos. Gestão de pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2001.

5 comentários:

Lidiane Corrêa disse...

Josimar, adorei o texto, muito bom mesmo!

Josimar Melo disse...

Thanks Lid nossa vida de assessores em mais um trabalho da pós!!!

Talliana disse...

Eu sou a primeira pessoa a seguir teu blog HAHA'

Nicolle disse...

Oi, Josi! Ainda não li todo, mas com certeza vai me ajudar no TCC. Que tal ser minha referência?! Abração, querido! Parabéns!

Anônimo disse...

necessario verificar:)